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20:33

Biscoitos de castanhas e mel de São Martinho

Biscoitos de castanhas e mel de São Martinho
O São Martinho deve ser das datas que mais gosto de celebrar. Porquê? Porque adoro castanhas! Assadas, cozidas, fritas, de todas as formas e feitios, ADORO! Ora se adoro tive de arranjar forma de as usar nuns biscoitos para comemorar este dia de São Martinho. Tanto experimentei, por tentativa e erro, e lá saíram estes aromáticos biscoitos.

Não são excessivamente doces e vão tão bem com um cházinho bem quentinho, que estes fins de tarde de Novembro já começam a pedir.

Ora eu fiz estes biscoitos com farinha de espelta, mas se não tiverem, podem perfeitamente substituir por farinha de trigo e farinha de trigo integral nas mesmas quantidades, que não tem problema nenhum.







Ingredientes (rende 34 biscoitos):

90g de manteiga à temperatura ambiente
55g de açúcar escuro
65g de açúcar
60ml de mel
2 ovos médios
1 colher de chá de erva doce moída
1/2 colher de chá de canela moída
1 pitada de sal
325g de castanhas já cozidas e descascadas
1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 de colher de chá de fermento em pó para bolos
175g de farinha de espelta
55g de farinha de espelta integral

açúcar demerara


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Forrar dois tabuleiros grandes com papel vegetal.

Picam-se as castanhas num processador ou picadora até se obter uma espécie de farinha. Reserva-se.
 
Coloca-se a manteiga com os açúcares e o mel numa tigela.

Mistura-se bem com uma vara de arames até que se obetenha um creme homogéneo.

Adicionam-se os ovos, a erva doce, a canela e o sal e torna-se a misturar.

À mistura anterior juntam-se as castanhas e envolve-se com a ajuda de uma colher de pau.

Juntam-se as farinhas, o bicarbonato de sódio, o fermento e mistura-se até se obter uma massa bem espessa, mas que se pega às mãos.

Com a ajuda de uma colher de gelados pequena, ou com uma colher de sobremesa, fazem-se bolas de massa que se dispõem nos tabuleiros.

Molham-se os dedos e mergulham-se no açúcar demerara e pressionam-se levemente os biscoitos até ficarem discos. Repete-se a operação para cada biscoito, de modo a que todos tenham uma leve camada de açúcar demerara.

Leva-se ao forno durante 25 minutos.

Deixam-se arrefecer numa rede e guardam-se num recipiente hermético.

Feliz São Martinho!


09:16

4 Doces Assustadores

4 Doces Assustadores

A tradição portuguesa não contempla a comemoração do Halloween, nem eu sou apreciadora desta celebração que nada me diz, contudo quando se tem filhos acabamos por ser arrastados para comemorações deste género porque as escolas adoram celebrar a data e muitas crianças adoram a brincadeira associada a ela.
Ao longo dos anos acabei por fazer algumas guloseimas de Halloween para os meus filhos que ficam aqui agrupadas para poderem consultar. Têm receitas mais simples e rápidas, até à mais difícil, que envolver manipular chocolate. Experimentem, e divirtam-se e dêem largas à vossa imaginação com os vossos filhos, seja Halloween ou não!
Para consultar as receitas, basta carregar na foto da receita pretendida.




Dedos e Olhos de Sapo
http://ascoisasdamaesofia.blogspot.com/2012/10/dedos-e-olhos-de-bruxa-witchs-fingers.html


Cupcakes com Cobertura de Sangue de Morcego
https://ascoisasdamaesofia.blogspot.com/2014/10/cupcakes-com-cobertura-de-sangue-de.html



Bolachas Olhos de Sapo
https://ascoisasdamaesofia.blogspot.com/2016/10/bolachas-olhos-de-sapo.html




Cupcakes Mortos-Vivos
http://ascoisasdamaesofia.blogspot.com/2016/10/cupcakes-mortos-vivos.html

22:14

Beijinhos de coco

Beijinhos de coco
Eu não diria que estes beijinhos são bolachas, mas para mim é como se fossem, e são tão bons! Húmidos por dentro e sequinhos por fora, estes beijinhos adoçam a nossa boca. Como prenda, ao lanche, com um cafezinho, com chá, sejam pequenos ou graúdos, se gostam de coco, vão adorar!




Ingredientes (30 beijinhos):

250g de coco ralado
30g de farinha sem fermento
250g de açúcar
2 colheres de chá de essência de baunilha
3 ovos grandes
15 cerejas cristalizadas


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 220ºC. Preparar dois tabuleiros forrados com papel vegetal.

Misturar o coco com a farinha e o açúcar.

Junta-se a essência de baunilha e os ovos.

Mistura-se tudo com a mão. A mistura não deve ficar seca e quando se aperta o coco, deve manter a forma.

Fazem-se bolinhas do tamanho de uma noz e colocam-se nos tabuleiros.

Partem-se as cerejas ao meio e coloca-se uma metade em cima de cada beijinho, pressionando levemente.

Levam-se os dois tabuleiros ao forno durante 10 minutos, ou até os beijinhos estarem dourados..

Retirar do forno e deixar arrefecer nos tabuleiros.

Guardar em caixas herméticas.




22:13

Argolas de Manteiga

Argolas de Manteiga
Confesso que comecei o mês de Novembro cheia de planos para o blog. Tinha imensas ideias de receitas para vos apresentar, mas o destino quis pregar-me uma partida e foi-me impossível psicologicamente estar disponível para planear o quer que fosse para publicar aqui. Ainda tentei, mas falhei redondamente.
Ora o que aconteceu, foi que o meu pai foi diagnosticado com um tumor benigno no cérebro e, por momentos senti o chão a sair debaixo do pés. Mas não há tempo para nos irmos abaixo e, mais do que nunca, era preciso dar apoio ao meu pai e à minha mãe. Felizmente tudo correu bem, e apesar do susto, a operação foi um sucesso e o meu pai recupera a cada dia que passa. Foram três semanas em que acordava pelas 3 ou 4 horas da madrugada e pouco mais dormia, a pensar nos meus pais, preocupada.
Tenho um agradecimento especial a fazer à Ana do blog "Da Nossa Cozinha",  que teve sempre uma palavra de apoio para me dar. Já para não falar do meu marido e dos meus filhos que tanto ajudaram e que são incríveis!

Agora que os dias começam a voltar ao normal, também os potes das bolachas voltam a ser cheios de gulodices boas como estas bolachas que são simplesmente espectaculares!



Ingredientes

230g de manteiga à temperatura ambiente
100g de açúcar
1 pitada de sal
2 colheres de chá de essência de baunilha
1 ovo
260g de farinha sem fermento


Preparação 

Pré-aquecer o forno a 180°C e forrar dois tabuleiros com papel vegetal.

Bate-se a manteiga com o açúcar com uma vara de arames até se obter uma mistura fofa.

Junta-se o sal, a baunilha e o ovo e torna-se a bater.

Adicionar-se a farinha aos poucos, envolvendo com a ajuda de uma colher de pau.

Quando a farinha estiver completamente envolvida, transfere-se metade da massa para um saco de pasteleiro com bico de estrela aberta 1M.

Fazem-se pequenos círculos de massa deixando algum espaço entre as bolachas.

Repete-se a operação até se esgotar a massa.

Levam-se os tabuleiros ao forno até começarem a ficar douradas (10 a 15 minutos) . Não deixar dourar muito, pois é suposto ficarem leves e crocantes.

Deixar arrefecer numa rede e guardar num recipiente hermético.


Receita do blog "Brown Eyed Baker" 



 

09:53

Bolachas de Menta

Bolachas de Menta
Estas bolachas são para quem, tal como eu, adora aqueles quadradinhos recheados de creme de menta. Impossível comer apenas um. Ainda me lembro quando comi esse chocolate pela primeira vez. Foi-me oferecido por uma amiga do meu pai e foi amor à primeira dentada!

Agora imaginem um quadradinho de chocolate recheado com menta derretido entre duas deliciosas bolachas de chocolate? Oh sim! Tão bom, que só provando!

Aviso que a quantidade de massa é mais do que é necessaŕio para fazer duas bolachas casadas com um chocolate no meio. A massa que sobrou eu fiz um cilindro embrulhado em película aderente e congelei. Uns dias mais tarde, com a massa ainda congelada, cortei em rodelas e coloquei no forno. Mesmo sem o chocolate recheado de menta, são deliciosas!

Do que estão à espera para fazer estas bolachas?



Receita adaptada do livro "1001 cupcakes, biscoitos e outras tentações"
Ingredientes:

225g de manteiga amolecida
140g de açúcar
1 gema
2 colheres de chá de essência de baunilha
250g de farinha sem fermento
25g de cacau (sem açúcar)
1 pitada de sal
1 embalagem de 200g de chocolates recheados com menta


Preparação:

Bate-se a manteiga com o açúcar até formar um creme fofo e esbranquiçado.

Adiciona-se a gema e a essência de baunilha.

Junta-se a farinha, o cacau e a pitada de sal e mexe-se até a massa ficar ligada.

Divide-se a massa em duas bolas, achatam-se, embrulham-se em película aderente e levam-se ao frigorífico durante 1 a 2 horas. A massa deve estar bem fria, senão torna-se difícil de trabalhar.

Aquece-se o forno a 180ºC e forram-se 2 tabuleiros com papel vegetal.

Estende-se a massa entre duas folhas de papel vegetal e cortam-se quadrados do tamanho do chocolate recehado com menta. Podem fazê-lo com um cortador de bolachas ou com uma faca.

Transferem-se as bolachas para os tabuleiros e levam-se ao forno durante 10 a 15 minutos.

Retiram-se do forno e recheiam-se de imediato com os chocolates.

Vira-se a parte de baixo de uma bolacha para cima e ajusta-se o chocolate, tapa-se de imediato com outra bolacha, sem apertar para o creme de menta não sair, e deixa-se arrefecer numa rede.

Repete-se a operação para as restantes bolachas.

Guardam-se num recipiente hermético.




06:00

Biscoitos de Canela

Biscoitos de Canela
Agora que o Natal está perto (e não, ainda não montei a minha árvore de Natal), começamos a pensar no que iremos oferecer àqueles de quem gostamos. Não sou apologista das compras desenfreadas, presentes caríssimos, do consumismo e da loucura de compras. Na verdade dou cada vez menos presentes comprados e invisto mais nos presentes caseiros, aqueles feitos com amor, com carinho a pensar especificamente nos gostos da pessoa a que se vai oferecer o presente.

Ora é aqui que entram as bolachas! Oh sim! Quem não gosta de bolachas? Por isso experimento diversas versões de bolachas que sejam boas para oferecer e vou agora começar a partilhá-las convosco, para que possam tirar ideias para as vossas prendas caseiras. Todas as semanas até ao Natal, haverá receitas de bolachas, das mais pecaminosas e calóricas até as mais saudáveis, mas com um aspecto em comum.... todas deliciosas! 

A primeira receita de bolachas de que partilho convosco são estes biscoitos de canela. Estaladiços, docinhos, e aromáticos, são perfeitos para acompanhar com um chá quentinho numa tarde gelada de inverno.




Receita adaptada do livro "Biscoitos, Bolachas e Bolinhos" do Chef Gilberto Costa

Ingredientes:

250g de farinha de trigo sem fermento
120g de açúcar
1 ovo médio
125g de manteiga amolecida
1 colher de chá rasa de canela em pó
1 colher de chá rasa de fermento para bolos

açúcar para enrolar os biscoitos


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Forrar dois tabuleiros com papel vegetal.

Numa tigela coloca-se o açúcar, o ovo, a manteiga amolecida (não derretida), a canela e o fermento.

Bate-se tudo até se obter um creme suave e homogéneo.

Adiciona-se a farinha e envolve-se com uma colher de pau ou com a mão até estar completamente envolvida. Não mexer demais para os biscoitos não ficarem demasiado pesados e duros.

Formam-se rolinhos de 8cm e passam-se por açúcar.

Coloca-se o rolinho no tabuleiro forrado com papel vegetal e espalma-se ligeiramente com um garfo.

Leva-se ao forno durante 10 a 15 minutos, dependendo se gostam deles mais branquinhos ou mais dourados e estaladiços.

Retiram-se os biscoitos do tabuleiro e deixam-se arrefecer numa rede.

Guardar num recipiente hermético.






09:29

Beijinhos de Avelã e Chocolate

Beijinhos de Avelã e Chocolate
Fim de semana, esses dois maravilhosos dias para fazer uma pausa, passar tempo de qualidade com a família... e fazer bolachas!

Estes beijinhos de avelã e chocolate, fazem lembrar um bombom. Estaladiças por fora e no centro um recheio cremoso com pedacinhos crocantes, de comer e chorar por mais. Além disso são do tamanho de uma moeda de 2€ e são super fofas. Mas o melhor de tudo é que não são difíceis de fazer e fazem um presente fantástico para oferecer no Natal, ou em qualquer altura do ano!

Dá para perceber que estou super entusiasmada com estas bolachinhas? Façam-nas, provem-nas e verão o porquê do meu entusiasmo!







Ingredientes (28 bolachas recheadas):

para as bolachas:

100g de manteiga à temperatura ambiente
75g de açúcar
100g de avelãs
100g de farinha sem fermento

para o recheio:

200g de chocolate 70% de cacau
80g de manteiga
30g de avelãs


Preparação:

Pré aquecer o forno a 180ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal.

Começa-se por bater a manteiga com o açúcar, até se obter uma mistura macia e fofa.

Trituram-se as avelãs de forma a parecer uma farinha e adiciona-se à mistura de manteiga e açúcar.

Adiciona-se também a farinha e envolve-se até ficar completamente incorporada.

Retiram-se bolinhas com 7g e formam-se rodelas do tamanho de uma moeda de 2 €. É importante que tenham todas a mesma quantidade de massa e tamanho para depois emparelhar e que não fique nenhuma solitária. Se não tiverem uma balança que pese apenas 7g, usem uma colher de chá de 5ml para medir a massa. A altura da massa deve ser uniforme e deve-se corrigir as rachas que se formam nas bordas da bolacha, para que fiquem mais perfeitas quando forem assar.

Levam-se as bolachas ao forno durante 8 a 10 minutos, ou até começarem a dourar nas bordas. Estarão macias no centro, mas endurecerão ao arrefecer.

Retiram-se do forno e transferem-se para uma rede.

Entretanto começa-se a fazer o recheio.

Torram-se ligeiramente as avelãs e picam-se em pedacinhos pequenos.

Derrete-se o chocolate com a manteiga em banho Maria até ficar suave e homogéneo e deixa-se arrefecer até parecer uma pasta capaz de barrar.

Envolvem-se as avelãs no chocolate e reserva-se.

Colocam-se 2 colheres de chá (de 5ml) em metade das bolachas e tapam-se com a outra metade das bolachas.

Aperta-se ligeiramente até o recheio aparecer nas bordas das bolachas.

Guardar numa caixa hermética (se conseguirem!)



FONTE: "FOOD TO LOVE" JUNHO 2018




04:07

Muito Mais do Que Trigo - Farinha de Araruta

Muito Mais do Que Trigo - Farinha de Araruta
Quando eu era pequena e ficava doente da barriga ou do estômago a minha mãe comprava-me bolachas de araruta. Dizia-me que a araruta fazia bem ao aparelho digestivo. Agora sou eu que tenho filhos e lhes dou bolachas de araruta. Mas sou eu que as faço. A minha mãe, embora fosse uma cozinheira de mão cheia, era uma pasteleira com pouca paciência.

Embora não tão usada como o amido de milho, a farinha de araruta está presente na gastronomia portuguesa, como verão na receita de bolinhas de araruta que apresento mais abaixo.

Para quê usar tanto amido milho, quando sabemos que a maioria do milho que consumimos é transgénico. A farinha de araruta substitui na perfeição o amido de milho e a maioria que existe à venda é de origem biológica, sem modificações genéticas.



O QUE É A FARINHA DE ARARUTA?

A farinha de araruta é o amido da raiz da planta Maranta arundinaceae, conhecida, em Portugal, como araruta. É uma raiz de aspecto muito parecido com o inhame, embora seja mais alongada, oriunda da América do Sul..

A farinha de araruta é branca e tem uma textura igual ao amido de milho e não tem glúten.
Podem encontrar esta farinha em lojas de produtos naturais ou nos corredores de comida saudável dos hipermercados.

Esta farinha é muito usada na indústria para engrossar molhos, é usada na cosmética, no fabrico de papel e de medicamentos.

QUAIS AS VANTAGENS DE CONSUMIR FARINHA DE ARARUTA?

A farinha de araruta tem sido usado como alívio para a digestão desde o fim do século 19 e é extremamente eficaz no tratamento da diarreia. É rica em potássio, ferro, vitamina B, essenciais para um bom metabolismo, para o sistema circulatório e para o coração.

Pelo seu conteúdo em hidratos de carbono, sabor suave e por ser de fácil digestão, a farinha de araruta é idela para fazer papas para as crianças e para fazer bolachas para os bebés cujos dentinhos começam a crescer, pois, para além de ser uma farinha muito nutritiva, a probabilidade de provocar alergia é virtualmente igual a zero por cento.

No caso das mulheres que contraiem com frequência infecções urinárias é aconselhada a ingestão de alimentos que incluam a farinha de araruta, devido aos seus efeitos anti-inflamatórios e por ajudar a diminuir as dores da inflamação urinária.

Estudos científicos mostram que a farinha de araruta provoca um aumento de produção de células do sistema imunitário. Mostram também que sopas que têm esta farinha na sua composição, resistem melhor à contaminação bacteriana.

A farinha de araruta pode também ser aplicada directamente em aftas e em gengivas doridas, para diminuir a inflamação e a dor.

COMO USAR A FARINHA DE ARARUTA?

A farinha de araruta tornou a ser uma moda devido à dieta Paleolítica. Pode ser adicionada a batidos, usada para engrossar molhos e sopas, para fazer bolachas e para dar uma textura mais leve a bolos. Pode-se também envolver os alimentos, que se querem fritar, nesta farinha para os tornar mais crocantes.

Basicamente, a farinha de araruta pode ser usada quase como o amido de milho (Maizena) é usada no nosso dia a dia. Para fazer a substituição deve-se fazer o seguinte: por cada colher de sopa de amido de milho deve-se usar 3 colheres de chá de farinha de araruta, e por cada 2 colheres de sopa de trigo, deve-se usar 3 colheres de chá de farinha de araruta. Evitem adicionar demasiada farinha se araruta, pois irá transformar-se numa mistela peganhosa e desagradável.

Não se deve substituir 100% da farinha de trigo por farinha de araruta quando se fazem bolos ou pão. Na realidade esta farinha é um amido, o que quer dizer que é rico em hidratos de carbono, ou seja açúcares. São açúcares, e apesar de não serem açúcares refinados, não devemos exagerar no consumo destes.

Ter em especial atenção que a farinha de araruta não aguenta temperaturas altas durante muito tempo e acaba por ficar com um aspecto coalhado se estiver demasiado tempo ao lume. O ideal é misturar com um pouco de água fria (para evitar grumos), adicionar no último minuto, mexer sem deixar ferver e retirar do lume assim que engrossar.



BOLINHAS DE ARARUTA

Ao folhear o meu livro "Cozinha Tradicional Portuguesa" descobri esta receita de bolinhas de araruta, que são absolutamente deliciosas com um chá. Típicas da Beira Litoral, são extremamente fáceis de fazer e duram imenso tempo guardadas (se lhes conseguirem resistir!).



Ingredientes:

250g de farinha de araruta
125g de farinha de trigo sem fermento
125g de açúcar
125g de manteiga à temperatura ambiente
1 ovo

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal.

Colocar todos os ingredientes numa tigela e amassar tudo até que se forme uma areia que quando apertada forma uma bola. Vai parecer impossível no início, mas insistam que acaba por ficar no ponto que querem. Não adicionem nada líquido.

Fazem-se bolinhas do tamanho de uma noz, apertando pedaços de massa na mão.

Colocar as bolinhas no tabuleiro e levar ao forno até começar a dourar.

Retirar do forno e deixar arrefecer numa rede.

Guardar num recipiente hermético.

FONTE: "COZINHA TRADICIONAL PORTUGUESA" DE MARIA DE LOURDES MODESTO



Este pudim é perfeito para acabar com aquelas bananas demasiado maduras que ocupam a fruteira. Sem açúcares refinados, nem glúten, esta sobremesa é docinha mas come-se sem culpas.




Ingredientes (4 pax):

4 gemas
60ml de mel
1/4 de chávena de farinha de araruta
2 bananas bem maduras
1 pitada de flor de sal com pólen (opcional)
250ml de leite
200ml de creme de coco
40ml de natas
2 colheres de chá de essência de baunilha
nozes e canela para decorar

Preparação:

Misturam-se as gemas com o mel, a flor de sal e a araruta. Reserva-se.

Aquece-se o leite com o creme de coco e as natas. (Não deixar ferver)

Adicionar um pouco do leite quente à mistura de gemas mexendo sempre.

Verter a mistura de gemas e leite, para o restante leite e mexer.

Levar a lume baixo até que engrosse (cerca de 1 a 2 minutos). Retirar do lume.

Triturar as bananas com a essência de baunilha.

Adicionar as bananas trituradas ao creme e misturar bem.

Distribuir pelas taças ou copos.

Levar ao frigorífico para arrefecer durante 3 horas.

Decorar com canela e nozes na hora de servir.





06:27

Bolachas de Nutella

Bolachas de Nutella
A adolescência nas raparigas tem uma coisa gira, as amizades. As raparigas passam horas a falar. Antigamente era por telefone, custando aos pais uma gigantesca conta de telefone. Agora é por Facetime ou por Skype. Horas a fio! A amiga da minha filha até já jantou connosco (pelo tablet).
Ora a amiga S., adora unicórnios, música e Nutella, e a minha filha, depois de ter faltado à escola um dia devido às malvadas alergias, decidiu levar-lhe umas bolachinhas de quê? Nutella, pois claro!

Estas bolachas são absolutamente deliciosas. Doces e salgadas ao mesmo tempo, ficam perfeitas com um copo de leite gelado. Podem não por a flor de sal por cima das bolachas, mas esta ajuda a equilibrar a quantidade de doce da bolacha, impedindo que esta fique demasiado enjoativa.

Depois de ver que hoje, 17 de Maio, é o World Baking Day, achei estas bolachas perfeitas para partilhar convosco. Acreditem, são espectaculares! Façam-nas e não se vão arrepender!








Ingredientes (rende+/-  25 bolachas):

1/2 chávena de farinha (sem fermento)
3 colheres de sopa rasas de cacau (sem açúcar)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
3 colheres de sopa cheias de Nutella
1 colher de sopa cheia de manteiga de amendoim
2/3 de chávena de açúcar
1 ovo
1 colher de chá de essência de baunilha
Flor de sal com pólen Casa do Sal

(1 chávena = 250ml)


Preparação:

Numa tigela mistura-se a farinha, o cacau, e o bicarbonato de sódio.

Noutra tigela bate-se com uma batedeira de mão a Nutella, a manteiga de amendoim e o açúcar até ficar cremoso.

Adiciona-se o ovo e a baunilha e torna-se a bater até se obter uma mistura homogénea.

Adiciona-se a pouco e pouco a mistura de farinha e bate-se com a batedeira, até estar tudo envolvido.

Leva-se ao frigorífico durante 30 minutos.

Entretanto aquece-se o forno a 180ºC e forram-se dois tabuleiros com papel vegetal.

Fazem-se bolas do tamanho de uma noz deixando bastante espaço entre elas.

Levam-se ao forno durante 10 minutos, se as preferirem macias, ou durante 15 minutos se as preferirem estaladiças.

Retiram-se para uma rede e polvilham-se de imediato com flor de sal com pólen (para que se agarre à bolacha).

Guardar num recipiente hermético.




06:10

Muito Mais do Que Trigo - Farinha de Amêndoa

Muito Mais do Que Trigo - Farinha de Amêndoa
Tal como foi prometido na última edição de "Muito Mais do Que Trigo", eis que chega a vez da farinha de amêndoa. A gastronomia portuguesa usa muito esta farinha em doces conventuais, mas hoje em dia é também uma excelente alternativa para quem não pode consumir glúten, pois é 100% isento.



Mais à frente poderão encontrar, como habitualmente, as características nutricionais, como usar a farinha, que farinha é esta e, finalmente, receitas testadas por mim.




O QUE É A FARINHA DE AMÊNDOA?

A farinha de amêndoa é nada mais do que o resultado da moagem fina de amêndoas que foram escaldadas e posteriormente peladas. Pode ser comprada em supermercados e em lojas de produtos naturais.
Facilmente se confunde com amêndoa moída ou em pó, mas não é bem a mesma coisa. A amêndoa moída, geralmente, tem pele e é o resultado de uma moagem mais grosseira. A farinha é mais branquinha, não tem as peles da amêndoa e foi moída mais fininha, o que resulta melhor em bolos.
Podem fazer a farinha em casa, mas têm de ter em atenção que ao moerem a amêndoa não devem chegar ao ponto de manteiga de amêndoa (que é deliciosa, mas não o que se pretende) e não devem deixar aquecer demasiado. A fricção das lâminas do processador aquece as amêndoas, em particular o óleo das amêndoas e alterando a sua estrutura.


COMO DEVE USAR A FARINHA DE AMÊNDOA?

A esta altura devem estar a pensar se podem usar a amêndoa moída em vez da farinha de amêndoa. Sim, podem, mas os resultados serão ligeiramente diferentes. Os bolos serão mais densos e escuros (por causa da pele da amêndoa), poderão desfazer-se mais, mas são igualmente bons. Podem fazer uma batota e colocar a amêndoa moída no processador e triturar até ficar uma moagem mais fina (cuidado para não fazerem manteiga de amêndoa!).

Devem sempre guardar a farinha de amêndoa num recipiente hermético e no frigorífico ou no congelador, para que não ganhe sabor a ranço, que irá estragar qualquer comida que possam fazer.

Visto que é uma farinha isenta de glúten, é difícil de fazer bolos que cresçam tanto como os que são feitos com farinha de trigo. Por isso aconselho que a substituição não seja feita a 100%. Se o glúten não for um problema, podem substituir 25% da farinha de trigo pela farinha de amêndoa, o que irá conferir aos bolos e bolachas humidade e sabor (mas não se aperceberão que é amêndoa).

Para bolos feitos com uma grande percentagem de farinha de amêndoa aconselho o uso de um amido, como o amido de milho, fécula de batata ou farinha de araruta (da qual falarei para a semana), que irá tornar os bolos e bolachas ligeiramente mais leves. E se conjugarem com farinha de coco, esta irá conferir estrutura e equilibra o nível de humidade do bolo. Os ovos serão também o vosso aliado, pois irão ligar a massa, impedindo que se desfaça tanto depois de cozido.

A farinha de amêndoa pode ser usada em bolachas, cumbles, pão, waffles, brownies, muffins e para panar carne e peixe (idealmente no forno, para não queimar a farinha devido ao elevado conteúdo de óleo).


QUAIS OS BENEFÍCIOS DE CONSUMIR FARINHA DE AMÊNDOA?

Todos os dias ouvimos falar dos benefício do consumo de frutos secos e logo aí estamos a marcar pontos ao usar esta farinha na nossa alimentação.

A farinha de amêndoa é uma excelente fonte de vitamina E, vitamina B e de antioxidantes que ajuda a proteger as células de radicais livres. Contém vários minerais importantíssimos, tal como o cálcio, o fósforo, potássio, magnésio, zinco e ferro, sendo alguns deles fundamentais na prevenção da osteoporose.

Fazer uma dieta rica em gorduras monoinsaturadas, tais como as que se podem encontrar nas amêndoas, ajuda a diminuir o nível de colestrol, a baixar a tensão arterial e contribui para um sistema cardiovascular saudável.

Estudos científicos comprovam que o consumo de amêndoa ajuda a proteger o organismo contra o cancro do cólon.

Sendo uma fonte de hidratos de carbono saudáveis, dá-nos um incremento de energia necessário para aguentar uma vida activa. Sendo também bastante saciante, a farinha de amêndoa é uma aliada fundamental na perda de peso.

Ao consumir menos farinha de trigo (rica em hidratos de carbono simples), e aumentando o consumo de farinha de amêndoa (rica em hidratos de carbono complexos) será mais fácil regular a quantidade de glucose e de insulina no sangue.

Outra característica desta farinha é o seu elevado teor em fibras que promove um sistema digestivo saudável, prevenindo a obstipação e alivia os sintomas da diarreia.

Depois de tantas vantagens há que salientar alguns contras. Tal como tudo o que é de menos, o que é demais é mau, e o consumo excessivo desta farinha irá provocar excesso de peso e poderá ser tóxico para o nosso organismo. Por vezes as amêndoas podem conter glicosídeos cianogénicos, que ao ser consumido em grandes quantidades é tóxico para o ser humano. Pelo facto das amêndoas também terem ácidos gordos polinsaturados, o seu consumo excessivo pode provocar inflamação do intestino.

Consumam amêndoas e farinha de amêndoa, mas devem fazer parte de uma alimentação variada e não devem estar presentes diariamente na vossa mesa. 

E agora? Uma receita para testar esta farinha?





BOLACHAS DE AMÊNDOA E ALOÉ VERA


Estas bolachas são tão saborosas que o meu sobrinho fez questão de me dizer que as adora. Claro que fiquei tão babada que lhe prometi de imediato que faria mais. 






Ingredientes (30 bolachas):

2 copos de farinha de amêndoa
1 copo de flocos de espelta
60ml de mel
1 pitada de sal fino
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 ovos
1/4 de chávena de óleo de coco macio (não deve estar nem líquido, nem duro)
1 colher de chá de essência de baunilha
3 colheres de sopa de aloé vera cristalizado cortado em pedaços pequenos
3 colheres de sopa de amêndoa com pele cortada grosseiramente


Preparação:

Misturar a farinha de amêndoa, os flocos de espelta, o bicarbonato de sódio e o sal.

Noutra tigela bater os ovos com o mel, o óleo de coco, a baunilha até começar a formar uma espuma e estar tudo bem misturado.

Verte-se a mistura de ovos para a tigela com a mistura de farinha de amêndoa e mistura-se bem.

Adiciona-se o aloé vera cristalizado e a amêndoa cortada, envolve-se bem e leva-se ao frigorífico por 45 minutos.

Pré-aquecer o forno a 180ºC e forram-se dois tabuleiros grandes com papel vegetal.

Formam-se bolas e dispõem-se nos tabuleiros. Achatam-se ligeiramente as bolas de massa com a mão e leva-se ao forno durante 15 minutos, ou até estarem douradas.

Quando estiverem assadas, retiram-se as bolachas do forno e transferem-se para uma rede para arrefecerem.

Guardam-se num recipiente hermético.




BOLO DE LARANJA, AMÊNDOA E PINHÃO



Ingredientes:

2 laranjas
1 colher de chá de fermento
6 ovos
220g de açúcar em pó
240g de farinha de amêndoa
75g de farinha de trigo
50g de pinhão


Preparação:


Lavar as laranjas e cozer num tacho com água durante 1h e 30m ou até ficarem macias. Escorrer e deixar arrefecer.

Pré-aquecer o fono a 180ºC. Untar uma forma com manteiga redonda e forrar com papel vegetal.

Cortar as extremidades da laranja, cortar em quartos e descartar as sementes. Reduzir a puré junto com o fermento e reservar.

Numa tigela bater os ovos com o açúcar até se obter uma espuma fofa e homogénea.

Adicionar a farinha de amêndoa, a farinha e o puré de laranja. Mexer delicadamente até não ter grumos.

Deitar na forma, polvilhar com os pinhões e levar ao forno durante cerca de 1h.

Ao fim desse tempo, retirar do forno e polvilhar com açúcar em pó.




BOLO DE AMÊNDOA



Ingredientes:

110g de manteiga amolecida
150 g de açúcar
3 ovos
90 g de farinha de amêndoa
40 g farinha com fermento
1 colher de sopa de leite
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de sopa de amêndoa picada grosseiramente torrada para polvilhar
doce de ovos


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma redonda de 20cm com manteiga, forrar o fundo com papel vegetal e polvilhar com farinha.

Colocar todos os ingredientes numa tigela e bater até se obter uma mistura fofa e homogénea.

Deitar esta mistura na forma e levar ao forno durante 30 minutos.

Ao fim desse tempo, retirar do forno e deixar arrefecer.

Cobrir o bolo com doce de ovos e polvilhar com a amêndoa picada grosseiramente.












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